Artigo ● Chegou o Natal! E agora?

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Com a chegada da quadra Natalícia, que entre jantares de trabalho, amigos e afins, dura o mês de Dezembro, chegam também as preocupações sobre evitar excessos, tornar receitas mais saudáveis (e ainda assim apetecíveis), não ganhar peso, etc. Sendo o The Therapist um espaço que defende a flexibilidade e o equilíbrio, o que implica manter hábitos saudáveis sem prejuízo de sociabilizar com os nossos pares, e ainda assim preservar o nosso bem-estar e sanidade mental durante a temporada das festas, deixamos algumas dicas para sobreviver a esta época:

    O Natal acontece uma vez por ano. É um momento em que, mais do que nunca, nos rodeamos das nossas pessoas, convivemos e celebramos. Para alguns tem uma conotação mais espiritual ou religiosa, para outros é apenas um momento de celebração. A verdade é que é uma quadra que deixa poucos indiferentes. Assim sendo, permitamo-nos. Com consciência. Sem medos ou julgamentos. Porque saúde também é isto. Lembremo-nos que a quadra das festas dura (no máximo) um mês em doze e permitamo-nos dar importância ao que realmente importa. Se passar por partilhar uma refeição mais rica em calorias, composta por iguarias que habitualmente não consumimos, então que seja. E que isto seja feito em plenitude, sem juízos de valor, sem posteriores punições/restrições e com consciência do privilégio que é podermos escolher exactamente o que que queremos comer e beber. Uma alimentação saudável e equilibrada implica consistência. E a consistência consegue-se quando há flexibilidade.


    Quando o assunto é os convívios à mesa, onde os exageros podem acontecer não só nos pratos, como também (ou acima de tudo) nos copos, vale a pena relembrar que:


    Não temos de comer este mundo e o outro no mesmo dia. Como referido inicialmente, a quadra dura um mês inteiro, o que nos dá tempo para ir matando saudades dos nossos doces de natal preferidos ao longo do mês, sem pressa nem ansiedade.


    Não vale poupar e restringir refeições durante um (ou vários) dia para podermos mais tarde comer tudo o que estiver na mesa. Não chegar cheio de fome a um convívio é o clássico chavão que não falha em qualquer artigo sobre alimentação em período de festas. Um clássico que não envelhece. A probabilidade de comermos compulsivamente é, de facto, muito maior quando estamos há várias horas sem comer e a fome aperta.


    Em nutrição, como em qualquer outra área, não se aplica a regra “perdido por 100, perdido por 1000”. Se exagerarem numa (ou mais) refeições, não está tudo perdido. É fundamental retomar a nossa dieta (entenda-se, hábitos alimentares e nunca restrição) habitual, seja ela qual for. Hidratar, com água, aromatizada ou não, chás e infusões, comer vegetais e frutas, escolher hidratos de carbono de qualidade e garantir um bom aporte de proteínas em todas as refeições. A par com isto, manter a nossa rotina de exercício físico é meio caminho andado para nos sentirmos bem.


    Sempre que os convívios acontecerem em casa, nos quais habitualmente cada pessoa leva um prato, escolher uma alternativa saudável pode e deve ser uma opção, como por exemplo as nossas cookies gluten free ou as nossas rabanadas. É uma forma de garantir que existe algo saudável à mesa mas acima de tudo, de partilhar com quem mais gostamos pratos/alternativas criativas e equilibradas, mostrando que comer saudável não é aborrecido.


    Uma grama de álcool tem 7 kcal. O que significa que dependendo da percentagem de álcool da bebida que escolhermos, e se esta é preparada com refrigerantes (gin tónico, por exemplo) ou não, o excesso pode de facto estar mais no copo que no prato. Assim sendo, vale procurar beber com moderação e, mais ainda, escolher opções com menos açúcares adicionados.

    Por fim, sublinhar que a distância que separa a passagem de ano do Natal é muito superior à que separa o Natal da Passagem de Ano. Assim sendo, sejamos generosos connosco, com o nosso corpo e com a nossa mente. Permitamo-nos usufruir desta época da melhor forma possível, sobretudo nesta fase de pandemia, de tantas incertezas, durante a qual fomos (e continuamos a ser) forçados a distanciamentos sociais e a tudo o que isto acarreta. 

      Feliz Natal! 

      Artigo escrito em parceria com a Nutricionista Sumeya Osman, diretora clinica do The Therapist.

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